Com o fim da cobrança do diploma para exercer o cargo de jornalista, instituições que estavam com concursos marcados (e que tinham vagas para a área) ficaram sem saber como agir na hora de cobrar os pré-requisitos para o cargo¹.
Em dezembro os Correios abriram concurso com vaga para o cargo de redator (1 vaga pra o Brasil todo!). O pré-requisito para o cargo era ser graduado em Letras! Justo, muito justo com os profissionais formados em letras, que também são servidores da língua e da comunicação. Mas então porque o edital não saiu solicitando como pré-requisito que o profissional fosse formado ou em letras ou em jornalismo! Porque não?
Bom, li hoje no site do Comunique-se que a Assembléia Legislativa do Rio grande do Sul aprovou por unanimidade o Projeto de Lei 236/2009, que torna obrigatório o diploma para servidores daquele estado.
Mas então é preciso que o legislativo intervenha para dizer que o diploma é necessário?
Acho que estão confundindo obrigatoriedade com necessidade: Às vezes uma coisa não é obrigatória, mas o ser vivente faz pela necessidade. Exercício físico, por exemplo, ou comer feijão!
Enfim, uma coisa é ser obrigatório o diploma para se exercer um cargo, outra coisa é o que a empresa necessita do profissional e o que ela define como pré-requisito para preencher a vaga.
Mas não! As instituições passaram a agir como se, sem a obrigatoriedade do diploma, todos os cursos de jornalismo do Brasil tivessem sumido do mapa, evaporado, juntamente com todos os profissionais formados. Oras, pensaram as cabeças pensantes, se não precisa mais do curso de jornalismo para ser jornalista, então podemos pedir diploma de qualquer coisa!
Observação Relevante (O.R.):
Para se exercer qualquer profissão é necessário técnica, prática e dom.
Ou seja, ninguém que tenha nascido com o Mal de Parkinson vai querer ser cirurgião! Um ser que nunca conseguiu entender a matemática vai ficar batendo a cabeça a vida inteira se quiser ser astrônomo! O cidadão que não tem aptidão para discursos não pode querer ser político! Alguém que nunca leu um livro (e não gosta de ler) não pode querer ser escritor, e nem o quererá, porque nem ele mesmo vai ler seus próprios livros!
Portanto, cada um no seu quadrado vai escolhendo sua profissão, o que vai querer fazer para o resto da vida!
Partindo deste princípio, todos os coleguinhas que escolheram fazer jornalismo na faculdade já tinham uma certa aptidão para se comunicar, um certo bichinho comichão que faz a gente querer saber de tudo e virar rádio relógio, fonte de informação dos amigos!
Porque que a gente vai pra faculdade então? Para se aperfeiçoar, pra ficar muito melhor naquilo que a gente já sabe fazer! Para virar profissional e não sair falando besteira e dando cabeçada!
Ok, tem muito coleguinha que envergonha a gente... mas, em toda a profissão tem, lembram-se do Sergio Naya? Ele se formou em engenharia não foi?
¹ PENSAMENTO SELENÍTICO: Como assim??? Sempre achei que, para escolher um profissional para um cargo (seja ele qual for!) era a empresa quem definia os pré-requisitos: ter inglês fluente, boa aparência, conhecimento de informática, experiência na área e diploma!"
Pior é que a coisa não tem fim.... Pernambuco abriu concurso para jornalista. Pré-requisito: Nível Médio! Salário: Foi quinhentos real! E me diz quanto foi....
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