Este hábito terrestre se espalhou de tal forma que deixou o âmbito da fofoca e virou quase que uma ocupação.
Em blogs, redes sociais e sites com espaço para a interatividade, alguéns (e alguns) passam horas pensando em como fazer um comentário ácido, crítico e bombástico para poder fazer parte do mini mundo dos ácidos, críticos e bombásticos.
Alguns chamam isso da cultura do ódio... Chamo de hipocrisia, de falta de informação, de cegueira motivada pela inveja...
Vejo diariamente em sites de notícias sobre o setor de Comunicação - como o www.comuniquese.com.br - esta regra se aprimorar.
Lá em baixo, logo após as notícias, temos um 'estapeamento', de internautas/leitores. Eles batem sem pensar, simplesmente porque batendo alimentam seus próprios espíritos narcisistas e felizes dizem: eu sou inteligente porque eu disse alguma coisa!
Outro dia li os comentários postados numa matéria do Comunique-se sobre uma capa da Veja. O site (em um momento de capacidade de abstração invejável) teve a intenção de mostrar algo positivo: o fato da agência de comunicação ter conseguido, em apenas três meses, planejar a campanha de mídia e começar a executá-la, tendo saído vitóriosa já nas primeiras ações: emplacar a capa de Veja para o cliente (capa, matéria, fontes, fotos...!).
É inquestionável a competência da Agência, que estava com o trabalho focado na tiragem e vendagem da revista.
Assim, é inútil postar comentário apenas para rechaçar a revista (o lugar e o momento deveria ser outro). Julgar a escolha da revista não faz caldo para a discussão, porque, o que importa para quem quer vender é a abrangência da propaganda.
O.R. : sim, o mundo é movido a dinheiro... e não, ideologia não enche barriga.
A matéria em questão é uma viagem com o título: "Um milionário mora ao lado - surge no Brasil um milinário a cada 6 minutos".
sábado, 26 de junho de 2010
Explosões me embaraçam
Foi num lindo dia de sol, quando tudo ia bem que um fulano o fechou no trânsito, chefe o xingou e ele teve que passar 3 horas na fila do estacionamento do shopping e mais 3 horas pra achar uma loja que vendia o que ele queria e então, quando nada mais faltava, foi esfarpeado pelo vendedor! O ser humano normal deixa a cena e entra então um ser que lhe domina! O ódio impera e permite (não a carteirada porque está fora de moda) mas o olhar superior de alguém que é bem melhor que aquele vendedorzinho!
A cena era trágica, um senhor, vermelho de raiva, brigava com o vendedor da loja, e o filho adolescente, vermelho de vergonha, quase se escondia atrás da estante de produtos. O vendedor muito calmo, pedia desculpas... Mas a cena já estava armada: "Chama o gerente, quero falar com alguém que manda porque você não resolve nada"!
Eu sei, tem que pedir respeito e brigar pelos direitos. Mas agir insanamente não resolve nada.
Eu sei, já fiz isso algumas vezes, me enfezei, gritei e briguei com todo mundo. Mas já aprendi que nenhuma recompensa e nenhuma vitória supera a vergonha angustiosa que fica no peito depois... Uma vontade terrível de ir lá pedir desculpas!
Fiquei com pena do senhor, porque achei que ele podia sentir isso mais tarde...
Continuei meu passeio pelo shopping pensando nisso e em como nunca mais eu gostaria de interpretar o papel daquele senhor!
Horas depois dei de frente com ele saindo de uma loja, olhei, e sorri, com um olhar angustiado de quem entende a dor do outro,na esperança de que ele também entendesse que eu me compadecia da dor que ele estava sentindo naquele momento, depois da vitória sobre o vendedor... Ele fechou a cara e foi se embora....
Tsc, tsc, tsc... Tem gente que só aprende bem devagar pensei...
A vitória dele custou: a vergonha do filho e a demissão do vendedor... Se isso não basta para ter remorso, então eu não sei de mais nada.
A cena era trágica, um senhor, vermelho de raiva, brigava com o vendedor da loja, e o filho adolescente, vermelho de vergonha, quase se escondia atrás da estante de produtos. O vendedor muito calmo, pedia desculpas... Mas a cena já estava armada: "Chama o gerente, quero falar com alguém que manda porque você não resolve nada"!
Eu sei, tem que pedir respeito e brigar pelos direitos. Mas agir insanamente não resolve nada.
Eu sei, já fiz isso algumas vezes, me enfezei, gritei e briguei com todo mundo. Mas já aprendi que nenhuma recompensa e nenhuma vitória supera a vergonha angustiosa que fica no peito depois... Uma vontade terrível de ir lá pedir desculpas!
Fiquei com pena do senhor, porque achei que ele podia sentir isso mais tarde...
Continuei meu passeio pelo shopping pensando nisso e em como nunca mais eu gostaria de interpretar o papel daquele senhor!
Horas depois dei de frente com ele saindo de uma loja, olhei, e sorri, com um olhar angustiado de quem entende a dor do outro,na esperança de que ele também entendesse que eu me compadecia da dor que ele estava sentindo naquele momento, depois da vitória sobre o vendedor... Ele fechou a cara e foi se embora....
Tsc, tsc, tsc... Tem gente que só aprende bem devagar pensei...
A vitória dele custou: a vergonha do filho e a demissão do vendedor... Se isso não basta para ter remorso, então eu não sei de mais nada.
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