sábado, 5 de fevereiro de 2011

Se reinventar sempre

A cada giro do planetinha tem coisa nova no ar. Novos conceitos e paradigmas.  Por isso, minha especialidade é juntar pedacinhos do que leio e vejo, de experiências, de histórias, de atitudes positivas minhas e das pessoas com quem vivo, e desaprender algumas outras que não me servem mais. Gosto de me reinventar, porque assim vou filtrando e me tornando uma pessoa melhor (espero). Por isso, costumo dizer: não escrevam nada sobre mim, porque amanhã já posso ser outra eu, uma nova, que resolveu ter outros gostos, outras atitudes, outras paixões. O bichinho da mudança começa a formigar em mim quando percebo que me falta algo, quando a roupa não me cabe mais, porque virou rótulo.

Conheço alguéns que, dominados por um sentimento de auto-proteção, nunca conseguem mudar. E assim se privam de ter novas experiências, de entender, de aprender, de viver. As desculpas são: eu nasci assim, ou, minha vida me levou a ser assim, ou, estou bem onde estou. E conheço outros alguéns que fazem o melhor que podem com a educação que tiveram. Não há mais tempo (eles se justificam) para o novo.


Imaginem que nosso sistema social está sempre se expandindo, como o universo. Com as novas tecnologias e formas de interação, não há mais barreiras e o conhecimento é infinito. Na expansão, o ser humano incorpora esses novos conceitos e cada vez mais outros vão aderindo. Derrepente a bolha do social estoura e o paradigma vira meta social mundial e global.

Exemplos: a preocupação com o meio ambiente, a luta do reconhecimento da mulher na sociedade, as leis trabalhistas, o direito de ver um beijo na televisão.

Agora o paradigma é a ética e a etiqueta social.  Com as redes interglobais conectadas não há nada que possa ser escondido, e num protesto pacífico o wikileaks revela para o mundo a baixaria corporativista entre as embaixadas, ou, num protesto pacífico as mídias revelam que o mundo não tolera mais ditaduras, ou, num protesto pacífico temos acesso à, antes restrita, vida pessoal dos nossos governantes. Conhecemos as atitudes deles, avaliamos sua ética e sua moral e podemos dizer não. O social ganha voz com as novas tecnologias e, cada vez mais rápido, a bolha estoura e o paradigma virou meta social global.

Na vida pessoal também é assim, nossas milhões de células brigam por um sistema central mais ético, justo, socialmente responsável. Por isso quebro meus paradigmas e me reinvento, porque meu corpo é meu sistema social, e ele clama, sempre, por escolhas melhores e mais positivas.

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